Thaís Pontes

Por que roteirista?

Iniciei esse ano uma pós-graduação em Argumento e Roteiro pra Cinema e Televisão. E não cansei de ouvir desde então “por que roteirista”? Uma jornalista, que trabalha com Social Media, do nada resolve ser roteirista? Vai ser tipo um hobbie?

A resposta é não! Escrever pra mim não é hobbie, é trabalho! E um trabalho que amo fazer. Depois que escrevi o livro-reportagem Bola de Neve, Uma Avalanche na Fé, e confirmei meus dotes na arte da narrativa descritiva, empolguei-me ainda mais na vontade de escrever.

Liguei o fato com minha paixão por séries de TV e juntei a fome com a vontade de comer. Paralelamente ao meu trabalho com Social Media, quero me desenvolver na arte de roteirizar. Acho que nada me deixaria mais realizada que ver uma história criada por mim sendo filmada e assistida.

Abaixo, meu primeiro storyline, baseado numa foto de Fabio Bito Caraciolo.

O Milagre

roteirojose José, pedreiro, viúvo há 4 anos, mora no subúrbio do Rio de Janeiro com seu filho único, Leandro, 7 anos. Ele é evangélico fervoroso e seu objetivo de vida é tornar-se pastor. Seu mundo desaba quando seu filho fica doente e é desenganado pelos médicos. José não consegue respostas em sua religião e, desesperado, procura soluções em um terreiro de Umbanda. Lá conhece Clara, médium, que tenta ajudá-lo e se envolve com ele. O pedreiro entra em conflito consigo mesmo em relação a sua fé e seus sentimentos.

E aí, acham que rende um bom filme?

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Tive que interromper a pós depois de um semestre devido à incompatibilidade de horário entre ela e os trabalhos. Porém finalizei um argumento muito bacana, que devo postar em breve aqui. Pretendo voltar a estudar roteiro no futuro.

4 Comments

    COM CERTEZA

  • OLá

    Tenho me envolvido mais com teus sites de uns tempos pra cá e tem me agradado muito. Sobre storyline de fé, creio que sempre funciona. Sou assistente do diretor de cinema Carlos Reichenbach, meu ídolo do cinema nacional também na qual aprendi muita coisa com ele. O mais recente trabalho dele em p´re chama-se “Um anjo desarticulado” sobre um frade que por crises de fé some porque sua criatividade zera. A partir daí, os que o procuram, o fazem em vários lugares religiosos inclusive em terreiros. A premissa que envolve fé, sem cair na auto-ajuda é uma maravilha pra se trabalhar no cinema. Eu além de dar aula de cinema, faço ainda, e se um dia quiser levar esta sua linha em produções, me chame, depois te passo meu portfólio e quem sabe com pessoas certas isso não concretiza. Quem aparece do nada todo prestativo pode assustar como no meu caso, mas eu apenas tento arredondar pessoas que tenham a ver com minha linha de trabalho, pra que num futuro próximo, qdo ganhar algum edital de longa-metragem, estas pessoas estejam comigo. Vamos nos falando!
    um abraço

  • Eu assistiria. Óbvio.
    Mesmo com toda essa temática “pobre fudido brasileiro” tão clichê no cinema daqui.

  • Pouco plausível. Um evangélico, pobre, que quer ser pastor, pode sair da igreja, perder a fé, mas não iria para um terreiro de macumba. É como se um corintiano chateado com o time resolvesse torcer para o Sao Paulo.

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